Engordar é uma tendência que acompanha minha família: pai, mãe e irmão, todo mundo está bem acima do peso, leia-se 10-15 quilos acima do razoável, o que ainda não seria o ideal.
Nunca fui a pior da família, mas apenas por um beve momento da minha vida: recém entrada na faculdade, sedentária, péssima alimentação e o término de um namoro. Combinação explosiva que me levou à casa das 5 arrobas e a qual mantive por uns bons anos, até deixar a mesma.
Mudei de curso, mudei de ares, tentei mudar a vida, ainda de forma errada. Consegui emagrecer mas não era eficiente: fechava a boca mas sempre voltava, nunca dava certo,.
Até que no início de 2001, numa visita à endocrinologista em que cogitei a hipótese de tomar medicamentos para emagrecer veio a luz no fim do túnel: descobri que tinha hipotireoidismo, doença que afeta o metabolismo e interfere muito no ganho de peso e no humor da pessoa e recebi a proposta de tratar o problema sem tomar qualquer remédio para emagrecer e deu certo: um pouco acima dos 70kg cheguei a 54-55kg em um ano e meio, sem muito esforço.
O tratamento me devolveu o ânimo que eu não tinha e melhorou meu humor e foi aí que comecei a fazer exercícios, quase que diariamente: tratar a tireóide ou só tomar remédios não emagrece se vc não muda seus hábitos e o que antes se tornou uma tortura, virou um hábito prazeroso.
Apesar de estar bem magra, mas no limite do saudável, ainda me sentia imperfeita, neura clássica de mulher, muito embora todos disessem que estava magra demais, mas nunca deixei de comer, nunca apelei para medicação, no máximo vitaminas e suplementos.
Me formei, comecei a trabalhar por conta e, em 2006, após um grande estresse na minha vida, que me fez chegar a 50kg involuntariamente, chutei um pouco o balde e a balança começou a subir, oscilando entre 58-60kg após um acúmulo de eventos na minha vida: emprego novo, término de um relacionamento, uma cirurgia e a tão sonhada independência conquistada ao sair de casa seguidos de uma leve depressão que graças a Deus superei sozinha.
Mantive essa faixa, por alguns meses e a balança começou a subir de novo, até que na virada de 2007/2008, tensa com os 63kg resolvi procurar na internet uma indicação de nutricionista e caí de paraquedas na vida dela, pobre coitada rs.
Depois de muita briga e 3 horas de consulta "negociamos" a dieta e após 10 semanas cheguei perder 7kg, comendo muito mais do que comia antes. Aprendi a comer literalmente.
Fazer dieta é mais que cortar calorias pra emagrecer, é mudar hábitos, não só alimentares mas de vida. E pra quem acha que nutricionista é frescura, NÃO É. Mas você tem que saber exatamente o que procura.
Graças à nutri, que revirou meus hábitos e queixas descobri que parte dos meus problemas para emagrecer e de estômago não se deviam somente a excesso de besteiras, mas possíveis alergias e intolerâncias a certos alimentos que, se devidamente excluídos da alimentação ou razoavelmente limitados faziam uma sensível diferença.
Basta dizer que nas 10 semanas em que segui razoavelmente a dieta as maiores limitações eram derivados de leite (leite, queijos, iogurtes, manteiga, etc), embutidos, comidas gordurosas e o excesso de sal. E comendo praticamente o dobro perdi aquele peso considerável e me mantive feliz com 57 kg até... o final de 2008.
2009 tudo desgringolou, chutei o balde e deixei a dieta de lado e cheguei à beira dos 67kg.
Eu parei de fazer dieta, mas seguia as restrições, em parte e não parei de me exercitar, mas isso não basta. Se não tiver hábito e disciplina...
Como a dita cuja está sempre online, me tentando, tomei vergonha na cara e fui hoje visitá-la para uma "consulta". Sofri com as novas medidas, ri um bocado e enfim, segunda-feira recomeço a dieta. Só depende dela me mandar por email...